Os tumores pri­mários da medula espinhal podem ter origem nas células da me­dula espinhal ou nas que se encontram próximas. Apenas um terço aproximadamente dos tumores primários da medula espinhal tem origem nas células da medula espinhal. Esses tumores podem se estender dentro da medula, bloquear o fluxo de líquido cefalorraquidiano (o líquido que circunda o cérebro e a medula espinhal) e causar a formação de uma cavidade cheia de líquido (siringe).

Os meningiomas são tumores com origem nas células que constituem as meninges (em concreto a aracnóide).

A sua localização é mais frequentemente intracraniana. Ao nível do canal raquidiano são os segundos tumores intradurais mais frequentes, logo após os tumores das bainhas nervosas, e são geralmente intradurais e extramedulares.

A maioria dos tumores primários da medula espinhal é originária de células próximas à medula espinhal, tais como as das meninges — as camadas de tecido que revestem a medula espinhal (consulte a figura Organização da coluna vertebral).

Meningiomas e neurofibromas, que se originam nas células ao lado da medula, são os tumores primários mais comuns da coluna vertebral. São não cancerosos.

Meningiomas crescem na Superfície do Cérebro (ou medula espinhal) e, portanto, empurram o Cérebro para dentro do crânio em vez de crescer dentro dele. A maioria é considerada “benigna” porque cresce lentamente com baixo potencial de propagação.

Os tumores de meningioma podem se tornar bastante grandes. Diâmetros de 5 (cinco) cm não são incomuns. Os meningiomas que crescem rapidamente e apresentam comportamento semelhante ao câncer são chamados meningiomas atípicos ou meningiomas anaplásicos e felizmente são raros.

Meningiomas representam cerca de 20% (vinte) de todos os tumores originários da cabeça e 10% (dez) dos tumores da Coluna Vertebral.

Os sintomas mais comuns são: Dor de cabeça que Persiste por Semanas a Meses; Fraqueza; Paralisia; Redução do Campo Visual; Problemas de Fala.

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SILVA, Maria. MENINGIOMA MEDULAR: REVISÃO A PROPÓSITO DE
UM CASO CLÍNICO. Disponível em: https://portaldasaude.scmp.pt/assets/misc/Escul%C3%A1pio/Escul%C3%A1pio%20%231%232017_compressed.pdf#page=14.