A estenose do canal Lombar é um estreitamento congênito do canal espinhal (onde fica localizada a medula espinhal) e do recesso lateral.

A estenose de canal vertebral foi descrita em 1954 por Verbiest como um estreitamento do canal vertebral, do recesso lateral ou dos forames neurais através da hipertrofia degenerativa progressiva de qualquer estrutura osteocartilaginosa e ligamentar circundante, podendo resultar em compressão neurológica ou vascular em um ou mais níveis

É uma doença que atinge mais pessoas acima de 60 anos e vem sendo, de forma progressiva, diagnosticada como causa incapacitante de dor lombar. Alguns jovens também podem desenvolver essa doença de forma precoce.

Pode causar lombalgia, dor em membros inferiores, fraqueza, dificuldades urinárias, claudicação neurogênica, formigamento nas pernas, dor nas costas, falta de sensibilidade nas pernas, fraqueza nas pernas, dificuldade de andar e diminuição de sensibilidade nos membros inferiores.

Radiografia da coluna, tomografia computadorizada e ressonância magnética são os exames mais utilizados para avaliação da coluna lombar e para obter um diagnóstico mais preciso.

O tratamento pode ser conservador e realizado com o uso de coletes, fortalecimento muscular e com medicações analgésicas.

Caso o paciente não apresente melhora depois disso, pode ser necessário o tratamento cirúrgico.

A consulta médica é muito importante para que seja feito um diagnóstico correto e realizado o tratamento adequado.

O tratamento da estenose lombar é bastante controverso. Entretanto, parece haver um benefício do tratamento cirúrgico sobre o conservador, trazendo melhoras dos sintomas e da função por um período de até dois anos.

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ZYLBERSZTEJN, Sérgio. Degenerative stenosis of the lumbar spine. Disponível em: https://www.scielo.br/j/rbort/a/S7cNXCYK3qvV4GKhjzPPw7G/?lang=en.