ETIOLOGIA E INCIDÊNCIA DA ESCOLIOSE NEUROMUSCULAR

Existem uma quantidade considerável de doenças neuromusculares que afetam a coluna e seu alinhamento e algumas delas podem afetar neurônios motores superiores. Destaca-se a paralisia cerebral (PC). Com a melhora dos cuidados de saúde, a incidência de PC tem diminuído em recém-nascidos pré-termo e com doenças congênitas. Por outro lado, sua incidência tem aumentado em crianças nascidas de parto gemelar4,5. Aproximadamente 38% dos pacientes portadores de PC que são deambuladores apresentam escoliose maior que 10 graus, mas apenas 2% têm curvas > 40 graus.

PADRÃO DE DEFORMIDADE

A escoliose secundária à fraqueza da musculatura axial (curva paralítica) geralmente se apresenta com um formato em “C” longo associado e obliquidade pélvica. Em doenças como a ataxia de Friedreich, o padrão de escoliose mimetiza as formas idiopáticas.
Usualmente, pacientes deambuladores e com menor comprometimento neuromuscular têm curvas balanceadas. Já aqueles com apresentação clínica mais grave e restritos à cadeira de rodas, de um modo geral, desenvolvem curvas severas, desbalanceadas e com obliquidade pélvica.

Tipos e Sintomas

Escoliose congênita (de nascença): É responsável por cerca de 10% dos casos e se origina desde o dia do nascimento, quando ocorre má formação ou divisão das vértebras;

Escoliose neuromuscular:  é causada por problemas neurológicos como paralisia cerebral ou musculares que determinam fraqueza muscular, controle precário dos músculos ou paralisia decorrente de doenças como distrofia muscular, espinha bífida e pólio;

Escoliose idiopática: Esse tipo de escoliose é o mais habitual, assume cerca de 80% dos casos. Não se sabe ao certo por que a pessoa desenvolve a escoliose e, com isso, surgem diversos fatores que podem estar envolvidos, como hereditariedade, por exemplo. Ela pode aparecer em crianças, adolescentes, jovens e adultos;

Escoliose degenerativa do adulto: Quando é causada pela degeneração de discos da coluna vertebral e de suas articulações como resultado, em especial, do avanço da idade.

Cada um dos tipos se comporta de uma maneira diferente em termos de evolução.

Os principais sintomas da escoliose são:

Coluna vertebral encurvada anormalmente para um os lados;

Eventualmente desconforto muscular;

Aumento unilateral das costelas — conhecida como gibosidade costal (sinal característico)” BLOG Hospital São Matheus.

Tratamento

Com o intuito de se evitar problemas maiores apresentados pela Escoliose Neuromuscular destacam-se certos pontos importantes como “evitar progressão, restaurar ou manter os balanceamentos sagital e coronal e o alinhamento ao sentar.

Uma característica típica das deformidades em pacientes com distúrbios neuromusculares é a presença da obliquidade pélvica. Disso resulta uma significante assimetria na distribuição de peso sobre o sacro e as tuberosidades isquiáticas. Escaras refratárias nessa região não são resolvidas até que a pelve seja nivelada e a carga distribuída de maneira mais uniforme.

Técnica e Procedimentos Cirúrgicos

Quando se é decidido seguir o caminho através de uma intervenção cirúrgica, devemos considerar certos pontos extremamente relevantes, reação anafilática, distúrbios hidroeletrolíticos e do equilíbrio ácido-base, anemia, infecção pós-operatória, deiscência da ferida cirúrgica, escaras de pressão, pseudartrose, falha e/ou soltura do implante, pneumonia aspirativa, entre outros.

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ARAUJO, Marcelo. Escoliose Neuromuscular. Disponível em: https://www.medicinanet.com.br/conteudos/revisoes/2659/escoliose_neuromuscular.htm .