Um total de 7,3 milhões de brasileiros estão trabalhando em home office, segundo pesquisa realizada pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) esses profissionais devem redobrar a atenção com relação à ergonomia.

Na definição do manual desenvolvido pelo departamento de Fisioterapia da Universidade Federal do Ceará (UFC), “a ergonomia é uma ciência de abordagem interdisciplinar, que visa adaptar o ambiente de trabalho ao trabalhador.” Na prática, essa adaptação é realizada considerando aspectos físicos, fisiológicos e psicossociais.

Como adaptar o ambiente para home office

A implantação de um home office em caráter de urgência pegou muitos trabalhadores de surpresa e nem todos tinham os móveis adequados para assegurar uma postura correta ao longo do dia. Mas a situação que era prevista como temporária tende a se tornar permanente em muitas empresas, como já apontado por estudos recentes.

Pesquisa realizada pela consultoria KPMG com 361 executivos do país revelou que 87,3% pretendem formatar um sistema híbrido de trabalho após a pandemia, que mescla dias de atividades presenciais e outros de atuação remota.

Para garantir uma boa saúde durante o home office, a Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia (SBOT) orienta “usar cadeiras com encosto, firmar os pés no chão e manter os pulsos apoiados na mesa”.

Atenção aos sinais do corpo

De acordo com o manual da UFC, quando o ambiente de trabalho não está ergonomicamente adaptado, o profissional está sujeito a desenvolver sintomas como fadigas muscular e mental; alterações sensoriais como queimação e formigamento; dor; dificuldades para dormir, dirigir e manter-se na mesma posição por mais tempo. Estes sintomas indicam que algo não vai bem e podem evoluir para patologias crônicas.

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